Jacob Barata Filho e Cláudio Callak falam sobre futuro dos transportes no Rio de Janeiro

O setor de ônibus vem sendo acusado de caixa preta. Em função disso, virou um dos alvos das manifestações e protagonista da CPI dos transportes. O Rio Ônibus, sindicato que representa os quatro consórcios das empresas de ônibus, desde então, tem buscado dar transparência às suas ações e mostrar que o setor não tem nada a esconder. Muito pelo contrário. O Rio de Janeiro avançou muito em mobilidade urbana: BRT, BRS, uma das frotas mais novas do país, melhores índices de emissão de CO2, programa de treinamento para os rodoviários e mais uma série de iniciativas de modernização.

Para dar continuidade a esse processo de transparência, os empresários Jacob Barata Filho e Claudio Callak concederam uma entrevista ao Jornal O Globo, em que falam abertamente sobre a qualidade no serviço de transportes, estratégias de comunicação, CPI dos Ônibus, manifestações, redução do valor da tarifa e estigmatização do setor.

Para o futuro os empresários projetam uma grande melhora na qualidade do serviço de transporte prestado à população no Rio de Janeiro. A formação de consórcios, segundo eles, foi o primeiro passo nesse sentido. O BRT já trouxe um grande avanço em termos de mobilidade para a população da Zona Oeste. Antes da implantação do sistema, os moradores de Santa Cruz gastavam 2h30 para chegar à Barra da Tijuca, hoje esse mesmo percurso pode ser feito em 49 minutos. O consórcio vai determinar o planejamento e os padrões de qualidade nos quais as empresas deverão se encaixar.

No BRT quando chega lá um ônibus com um arranhão ou soltando fumaça, ele retorna para a garagem e o empresário é penalizado. O próprio sistema se regula, porque não está de acordo com a qualidade do BRT. Isso vai acontecer nos consórcios também. Tivemos uma empresa que passou por problemas, começamos a operar uma área que ela teve que abandonar. Hoje, essa área está sendo operada pelo consórcio, declarou Jacob Barata Filho. Claudio Callak completou o pensamento ao dizer que os consórcios sofrerão um processo de seleção natural. “O presidente do consórcio é Charles Darwin. Mas sabemos que não será de um dia para outro. Talvez levemos até 2016 para chegar lá, trabalhando muito”.