O setor de ônibus vem sendo acusado de caixa preta. Em função disso, virou um dos alvos das manifestações e protagonista da CPI dos transportes. O Rio Ônibus, sindicato que representa os quatro consórcios das empresas de ônibus, desde então, tem buscado dar transparência às suas ações e mostrar que o setor não tem nada a esconder. Muito pelo contrário. O Rio de Janeiro avançou muito em mobilidade urbana: BRT, BRS, uma das frotas mais novas do país, melhores índices de emissão de CO2, programa de treinamento para os rodoviários e mais uma série de iniciativas de modernização.
Para dar continuidade a esse processo de transparência, os empresários Jacob Barata Filho e Claudio Callak concederam uma entrevista ao Jornal O Globo, em que falam abertamente sobre a qualidade no serviço de transportes, estratégias de comunicação, CPI dos Ônibus, manifestações, redução do valor da tarifa e estigmatização do setor.
Jacob Barata Filho e Claudio Callak também responderam sobre os motivos que levaram os empresários a evitar exposição na mídia. Eles relembraram o período em que os donos de empresas de ônibus foram vítimas de sequestros. Por isso, optaram por se fechar ao mundo da comunicação. “O trânsito está cada vez pior. É um sistema que tem fragilidades. Que teve que fazer o papel do trem, porque o governo federal resolveu interromper o projeto de investimento da rede ferroviária. O governo federal termina com o transporte, a gente faz o trabalho de transporte de longa distância, que não é atribuição dos ônibus. E o que saiu? Que nós terminamos com os trens. Isso é uma loucura. Essa falta de expertise em comunicação e até o medo de se comunicar para não ficar em evidência faz com que se criem lendas urbanas que são as coisas mais malucas do mundo”, declara Jacob Barata Filho.