O setor de ônibus vem sendo acusado de caixa preta. Em função disso, virou um dos alvos das manifestações e protagonista da CPI dos transportes. O Rio Ônibus, sindicato que representa os quatro consórcios das empresas de ônibus, desde então, tem buscado dar transparência às suas ações e mostrar que o setor não tem nada a esconder. Muito pelo contrário. O Rio de Janeiro avançou muito em mobilidade urbana: BRT, BRS, uma das frotas mais novas do país, melhores índices de emissão de CO2, programa de treinamento para os rodoviários e mais uma série de iniciativas de modernização.
Para dar continuidade a esse processo de transparência, os empresários Jacob Barata Filho e Claudio Callak concederam uma entrevista ao Jornal O Globo, em que falam abertamente sobre a qualidade no serviço de transportes, estratégias de comunicação, CPI dos Ônibus, manifestações, redução do valor da tarifa e estigmatização do setor.
A margem de lucro dos consórcios também foi questionada na entrevista. Os empresários reforçaram que o contrato de concessão prevê um lucro definido entre 8,5% e 10% e o edital da licitação obriga o concessionário a prestar um serviço dentro do padrão exigido pela Prefeitura.
“Não existe concessão sem lucro. Estamos num regime democrático capitalista. O empresário tem que ter lucro, é o que o estimula”. Ainda sobre a relação com o governo Jacob fez outra declaração. ”Trabalhamos para governos e eles impõem as regras e a forma que temos de trabalhar. O que queremos cada vez mais é trabalhar de forma clara, com obrigações e direitos. A mobilidade é a palavra da moda. E se a gente não aproveitar esse momento… A gente está dando a cara para bater um pouco mais”.