Empresários de ônibus falam sobre o termo “caixa preta” no setor de transportes

O setor de ônibus vem sendo acusado de caixa preta. Em função disso, virou um dos alvos das manifestações e protagonista da CPI dos transportes. O Rio Ônibus, sindicato que representa os quatro consórcios das empresas de ônibus, desde então, tem buscado dar transparência às suas ações e mostrar que o setor não tem nada a esconder. Muito pelo contrário. O Rio de Janeiro avançou muito em mobilidade urbana: BRT, BRS, uma das frotas mais novas do país, melhores índices de emissão de CO2, programa de treinamento para os rodoviários e mais uma série de iniciativas de modernização.

Para dar continuidade a esse processo de transparência, os empresários Jacob Barata Filho e Claudio Callak concederam uma entrevista ao Jornal O Globo, em que falam abertamente sobre a qualidade no serviço de transportes, estratégias de comunicação, CPI dos Ônibus, manifestações, redução do valor da tarifa e estigmatização do setor.

Na entrevista o termo “Caixa Preta” foi citado em alusão a uma suposta falta de transparência do setor. Jacob Barata Filho explicou que esse é um termo recente, criado pelo movimento atual. Ele também acrescentou que não se aplica a um sistema de concessão, que tem obrigações anuais de auditorias periódicas, feitas pelas principais referências mundiais do setor. Existe também uma fórmula paramétrica, em que se baseia a correção tarifária. Para os empresários, a investigação feita pelo Tribunal de Contas do Município deixará ainda mais explícita a correção do edital da licitação realizada em 2010 e de todo o processo que vem ocorrendo depois dele.