Empresários de ônibus comentam desdobramentos da redução da tarifa

O setor de ônibus vem sendo acusado de caixa preta. Em função disso, virou um dos alvos das manifestações e protagonista da CPI dos transportes. O Rio Ônibus, sindicato que representa os quatro consórcios das empresas de ônibus, desde então, tem buscado dar transparência às suas ações e mostrar que o setor não tem nada a esconder. Muito pelo contrário. O Rio de Janeiro avançou muito em mobilidade urbana: BRT, BRS, uma das frotas mais novas do país, melhores índices de emissão de CO2, programa de treinamento para os rodoviários e mais uma série de iniciativas de modernização.

Para dar continuidade a esse processo de transparência, os empresários Jacob Barata Filho e Claudio Callak concederam uma entrevista ao Jornal O Globo, em que falam abertamente sobre a qualidade no serviço de transportes, estratégias de comunicação, CPI dos Ônibus, manifestações, redução do valor da tarifa e estigmatização do setor. Os empresários também comentaram os desdobramentos da redução de R$0,20 na tarifa.

A avaliação do setor de transportes é que a redução no valor da tarifa significa uma quebra do contrato estabelecido entre os poder público e os consórcios.

O setor público tem que amadurecer para saber que não pode haver quebra de contrato. Até para investidores estrangeiros. Investidor quer estabilidade. Quando o governo quebra um contrato, afugenta os investidores de uma forma absurda. Mas a gente acha que esse é um momento de transição”, disse Jacob Barata Filho.