“RIO TERÁ SUCESSO NOS TRANSPORTES NA COPA E NAS OLIMPÍADAS”

“O ônibus pode ser melhor do que o carro jamais foi”. A frase pode parecer exagero para os apaixonados por automóvel, mas foi dita por um dos maiores especialistas do planeta em indústria automobilística. Hartmut Schick é presidente mundial da divisão de ônibus da Mercedes-Benz e dirigente da Associação Internacional do Transporte Público. Em entrevista publicada pela Revista Época, Schick afirmou que na próxima década o uso do transporte público no Brasil dobrará. Para ele o sacrifício de deixar o carro em casa será recompensado pela praticidade dos ônibus que avisam os passageiros quando estarão no ponto e para os quais o sinal estará sempre verde, tecnologias já existentes no BRT Transoeste. Nas estações, os passageiros são informados pelos monitores sobre o tempo previsto de chegada do BRT. A prioridade semafórica também já está implantada no sistema. Quando o ônibus passa pelos sensores ligados aos semáforos entre 50 e 70 km/h, a menos de 10 segundos para o sinal seguinte passar do verde para o amarelo, o semáforo fica aberto por mais tempo para dar prioridade ao transporte coletivo.

Para Hartmut Schick os BRT´s serão muito importantes. Eles já existem em cidades da Turquia, Colômbia, África do Sul e na Índia. No Brasil, o BRT será implantado em nove das 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Shick afirma que o preço é a justificativa para a grande proliferação do BRT. No Brasil, o quilômetro do metrô custa R$ 201 milhões, 18 vezes o custo do quilômetro construído do BRT. A implantação do BRT é muito rápida. No Rio de Janeiro, a malha passará dos atuais 30 quilômetros para 150 até a Olimpíada de 2016.

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O presidente da divisão de ônibus da Mercedes-Benz acredita que o Brasil terá sucesso no transporte de passageiros dentro dos grandes eventos que estão por vir. “O sistema de transportes será suficiente para a Copa e para os Jogos Olímpicos. Tenho certeza de que funcionará bem. Os ônibus nas capitais brasileiras andam à velocidade média de 15 quilômetros por hora, 2 quilômetros por hora mais lentos que os ônibus das capitais europeias. A situação está num bom nível”, afirma.

Hartmut Schick ainda faz uma importante observação. Para ele o carro particular tem defeitos inevitáveis. “Como ele é seu, não é possível abandoná-lo num engarrafamento. O transporte público, sim. É possível descer de um táxi e seguir a pé ou trocar por um ônibus ou metrô”, conclui.