Secretaria de Transportes apresentou Plano Estratégico para as Olimpíadas no auditório do Rio Ônibus
Representantes dos consórcios operadores municipais, Rio Ônibus, Consórcio BRT e Fetranspor participaram da apresentação do Plano Estratégico de Transporte dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Foram passadas informações sobre instalações, integração entre os modais de transporte, quantidade de pessoas envolvidas, demanda de passageiros e seções esportivas (datas e locais das competições). Além disso, foram divulgadas as previsões de horário de pico de movimentação de passageiros em função das competições.
A coordenadora de desenvolvimento da Subsecretaria de Transporte, Simone Costa, esteve nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, para acompanhar de perto toda a logística de mobilidade durante o evento na capital inglesa. Simone explica que mesmo em uma cidade considerada modelo de gestão de transportes é necessário uma série de medidas especiais no decorrer dos jogos.
Atualmente o Rio de Janeiro vive uma intensa mudança na gestão dos transportes públicos, como a integração de modais e a expansão do sistema de transporte de alta capacidade. No entanto, a grande aposta como meio protagonista para circulação da população em 2016 são os quatro corredores expressos de ônibus (BRTs – Bus Rapid Transit). O Transoeste, a Transcarioca, a Transolímpica e o Transbrasil vão conectar as quatro regiões olímpicas da cidade com aeroportos e outras vias de acesso.
“O BRT é o único modo de transporte de alta capacidade que vai atender a principal instalação esportiva, que é o Parque Olímpico, logo, é primordial que o corredor funcione articulado com os outros modais, para que o espectador possa sair de toda parte da cidade e chegar ao Parque Olímpico sem dificuldade”, explica Simone Costa.
No aquecimento para 2016, os consórcios operadores já passaram por três grandes testes este ano (Rock in Rio, Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude), sendo o último, o maior de todos os desafios. A JMJ foi o maior evento recebido pela cidade até agora. O o deslocamento de milhares de peregrinos por toda região metropolitana do Rio serviu de preparativo para 2016. Segundo Paula Leopoldino, gerente de gestão da mobilidade do Rio Ônibus, o BRT Transoeste é um excelente laboratório para 2016, já que nele estão sendo realizados com sucesso os testes do que será aplicado nos demais corredores. Paula revela que o Transoeste tem respondido bem às expectativas. “Recebemos semanalmente visitantes de todo mundo querendo conhecer o sistema. São prefeitos, gestores e secretários que pretendem implantar sistemas BRT em suas cidades”, revela a gerente.
Antes da linha de chegada, ainda há muito trabalho a ser feito. São pesquisas, estudos e investimentos que vão transformar a experiência de mobilidade de moradores e turistas. Mais do que o legado olímpico, toda a experiência adquirida nos eventos até 2016, transformará a vida de quem usa o transporte público na cidade, beneficiando a vida de milhares de cariocas.
Confira o vídeo da apresentação.