ETRANSPORT: motorista de ônibus - o cartão de visita da empresa

O ponto de vista do cliente sobre o comportamento do motorista foi tema de debate em um dos painéis do Etransport, encontro sobre mobilidade urbana que reúne especialistas em transporte por ônibus de diversos países no Riocentro, na zona oeste da cidade. O empresário Claudio Callak, presidente do Consórcio Intersul, ressaltou que é preciso ouvir os rodoviários para entender quais as necessidades dos profissionais do setor, indo aos locais de trabalho e conversando com os motoristas e trocadores. “É mito a afirmação de que o empresário consegue impor horários aos motoristas. A única certeza que temos é que quando o motorista sai da garagem ele vai passar quatro vezes por dia pelo mesmo engarrafamento”, afirmou Callak.

O empresário também apontou o modelo de organização das cidades como um dos pontos sensíveis ao trânsito e à mobilidade urbana. “A lógica da cidade desenvolvida nos últimos 50 anos não foi feita por nós. A moradia em Santa Cruz com o emprego em Copacabana provoca um deslocamento muito longo. No Rio de Janeiro, as pessoas saem de todos os lugares e vão para o Centro. Em cidades planejadas isso não acontece porque essa é uma lógica que não funciona”, declarou.

 

O debate foi mediado pela professora Patrícia Amélia Tomei (Escola de Negócios da PUC – Rio. IAG-PUC) com a participação de Thereza Lobo, coordenadora executiva do Movimento de Cidadania RIO COMO VAMOS, Brenda Medeiros, gerente de Projetos de Transporte da EMBARQ BRASIL, Carlos Alberto Rabaça, diretor da Rabaça & Associados, Cláudio Callak, presidente do Consórcio INTERSUL e da empresa REAL HOLDING e Isidro Rocha, presidente da empresa PETRO ITA TRANSPORTES COLETIVOS